poesias

Antonio Miranda Fernandes

Reg. B.N. - MEC - leis nº: 9.609/98 e 9.610/98 do Direito Autoral

O amor é mesmo assim... Inchadas lágrimas Trem
Sacola vazia Conflito urbano A queimada
Lobo do mar Estouro da boiada Verdes iguais
Lata d'água O Rio A florista
"Cocada...olha a cocada" Estouro da boiada II Filhas do flagelo
O farol e a nau "...por desertos..." Sopa de cebola
Velho Livro Ventos suis Náufraga
portas e janelas Chorão Poesia é algo metafórico
Cata-ventos ao burocrata... O lago
Queria soubesses... Luzes ..o coração sentiu...
Sexta-feira Santíssimo saco Quando o poeta chora
Sacola de astros Aprumado no muro Cantar e dançar
Sons do pensamento Difícil parto Nada dói como a solidão
Como é bom... Moucos chilreios Fantoche
Mais que mulher Janela
Bem-te-vi Sangue português Acre-doce
Dança de roda Fogo e chuva Catedrais
Dança Caule e pétalas Ponto
O Espantalho Vinho e queijo xixi
Nua para ser sua Aparência Sedução do vento
Pena Gozar estrelas Cabo Horn
Injusto e inevitável Peixe fora d'água Menos que nada
Desilusão Horizonte quebrado Eco no peito oco
Outonais Ave rabaçã Mancha
Faltam as cores Março Notas de flauta
Vindima Aguou em mim Palavras quebradas
Invasão Estado de graça Mãos
Ciclos Eco Letras perdidas
Arco da volta Escancare Violeiro
Sequer Chalaça Apaixonados
Vôo nas nuvens Mergulho da rã Magia
Volúpia Utopia Quase Elegia
Oh tempo Turbulentas tintas
Magoado mundo antigo mulher-fêmea-anjo Vagueios
Obituário Pescar o Sol Abstrato
Andorinha só Naturais e Justos Demônios não morrem
eterna inocência Rochas Negras Chorar já não consigo
Choro Circunstância Dorme
Poema no lixo Águas mansas dos meus sonhos Caleidoscópio
máscara trigal E nem é necessário
Carriça Agora tenho rosas Heresia
Limalhas Burro sem canga Semelhanças
Supra-sumo Bebe da fonte Vendaval
Eterno como verso Atrevo Cisne no abandono
Bateia e idéia tesão maluca Rastos
Valerá a pena Queime Relendo Saudade
Navega coração Estrelas por você Paixão e amor
Floco de nuvem Engano verdadeiro Pastoreio de letras
Barquinho de papel Rompi o lacre Só de passagem
Falta de vergonha Nome tatuado Esquina
Mil vezes Cigarras Loucura vicia
Oceanos entre mim e mim Solidão profunda Diapasão
Canto singelo Liberando golfinhos D'Artagnan
Como Sapo verde Carícia marinha
Tristeza em degredo Coragem Meninas lésbicas
Partir Contração Alma vampiresa
Fugacidade Noções Desocupa-me
Fim de feira Olhar do lobo Angeles
Ventre da vertigem Redescobrindo prazer Sorriso largo
Prelúdio dominical pássaro Cenas de Feira
Falatório Ferreiro Sábio de amor
Réquiem A florinha e o cavalo Reflexões de andarilho
Alma repartida Singrar Auxílio
Sossegadamente Jovens_marujos Tema enredo
Último abraço Lobos e lodos Estrela alagada
Manhã anil Reflections of sea Aparências
menina e puta Ser, queria Anjos choram
Bolero singelo Quero teu nome Teu nome
Tornando-se mulher Versos lentos Clamor dos sonhos
Poemas e pão Chave do corpo Solidão e saudade
Lume aos lençóis Além para quase tudo Baleias em lamento
não partas Esta manhã Será?
Queria não saber Além das metáforas Último alinhavar
Há o vazio A mulher do cais Pérolas
Noites de silêncios Tudo a seu tempo Falésias em lamento
Absurdo Mar calado Formigueiro
apesar de tudo Laranja Dor profunda
Pixote Saliva rouca Primeira água
dor das dores Equívoco Permite
Eco do eclipse Poema triste Farol
Batel Moinho Eu, tu, ele, nós, vós, eles
Pisar na grama Urzes Jeito simples de amar
Estrada torta Volúpia matinal Que letras buscar
Dezembro nem é ainda Aproximação dos lábios Não era ontem
Taça de vinho Utopias Violoncelo
Ócio do sentido Confuso Amante definitivo
Anjo capeta Poema garanhão Angelical
Aorta na janela Tarde no trigal Febre
Corpos púberes Amor fogoso e gostoso Trinar morto
Cinzas sob tapetes Idéia que pousa na pele Ave de arribação
João-de-barro Síndrome do ninho vazio ah que vontade louca
Gestação Sino de chamar anjo Gesto acidental
Letras corrigindo a vida Revoada de rosas Sabiá
Anjos Modinha E, por favor
Cães vadios Regresso - declamado Nudez
pêssegos Reflexões da ausência  Pierrot
Dualismo Abriram-me os lábios do útero Barco sonâmbulo
flamboaiã Lago sáfaro Masturbação
Faça-se flor Cristais de amor bolinhas de isopor
Lamber e chupar Insensatez Asas inda fortes
Anjos navegantes Estrelas e jujuba Musas confusas
Haicai A flor de estrada Espera um pouco mais
Inumação Reflexão em porre Tempestade
O poço Mais real Ainda em jejum
Outono Grito do conflito Fartura e colheita
Abre os braços Horas fugidas Ondas e chamas
Cansaço Morfismo Arrependido
Espumas e duna Tarde Gretas e trincas
Arrulho Xícara de café Sem cacos...sem fugas...
Cacimba Livres e lúcidos Sonho desfeito
Razão louca No chão, de quatro Amor louco, não pouco
Retrato Réquiem - II Amantes
Aquieta-te e deita Os dedos e a boca Muro
Mais nada na paz Idílico chuvoso Momento de invocação
Lírio na sombra Segredos da tua carne Apenas a alma
Canto de amor Seios ainda ingênuos  Longo o esquecimento
Explodir estrelas Precipício dos vôos livres Tranqüilidade 
Dança macabra Hipocampo Soturno
Camisola sem vinco Fantasia Verdes corpos
Milho Hemodiálise  Salivo o teu nome
Sanha Relutância Pulsar cardíaco da veia azul
Intuo Incompatibilidades Apenas vãos
Sumo Vida artesã Seios náufragos
Escultor e homem Agravo Largada à tua nudez
Guardião de Estrelas Escultor Decote incauto
Finitude O coração é o mesmo Pretérito
Rio, eu sorrio Momento bucólico Procuro um amor
Renúncia Pérolas Estrofe arquivada
Narcose Virtuais Quiromante
Princípio e fim Romântico demais Sedes
Poeta dos desencantos No restaurante Confins dos ventos
Eu ia... Permuta Sóis quebrados
Além da aldrava O não e o sim Nem oco, nem seco
Palavra amiga Incoincidência Versos mudos
Uma pedra na mão Instante fugaz Mulher da janela
Casa da insensatez Concha da mão Contrastes
Chore (hai cai) Estúpidos ponteiros Consonância
O suficiente Falta de assunto Dormir os gatos
Despedida Ainda há o luar Demolição
Fé daltônica Flores de laranjeira Óbvio
Inutilidade útil No norte do mapa Momento de ternura
Ela Lampejos e ocultações Onde eu nunca estive
Barquinho de papel Nada há a mudar Tantas pérolas
Dor dos derrotados Aberta e oferecida Singeleza
Poda Muito além... Cola quente
Balanço das horas Espectador de mim mesmo Enrodilhada
Ponto de fuga Não há enxerto Não se querer ir
Coração grávido Bala de caramelo

O cimbrar do esteio

Vazio de poesia Universo do teu ventre Cavalgar no teu sangue
O sal e o mel Em que sono? Será que sou?
Nada banal Dedos cúmplices Porta aberta
Transparência  Lágrima cortada Aves emigrantes
Cantatas Morada do sol Saudade em paz
Ilha da infância A chuva e a porta Não ajoelharia
Bucólico A gaivota e o pesqueiro Embarcando sonhos
Em algum vale do mundo Dentro da tua ausência Vigília
Banco da praça O grito Correnteza
Canibal Amor-imperfeito Pássaro abatido
Carta de amor Do modo que preciso Bocas das palavras
Leite e centeio Bem-me-quer, malmequer Sem-vergonha
Destino poeta Bala de coco Recomeço
O outro lado da moeda Vôo quebrado Beleza e paixões
Canto do galo E me acho Condicional
Ciclo Reflexões Espantalho no deserto
Desenganos Dúvidas Réquiem - III
Apêndice e hiato

Eclipse

Brindar no molhe da alma

Entre frios

Exílio

O amor é uma estrada

Semente

Erotismo potro, égua e semeadura
Brilhos

Apego fortalecido

Anseios óbvios

Códigos

Aparências perdidas

Deixa

Sou e não sou a ilha

Salivares obscenos

Na mesa da varanda

Viagem e regresso

Sublimação

Voz de gralha

Onda na xícara de chá

Notas do meu segredo

Peixe fisgado

A fonte que canta e arrulha

Gene e tais

Menino

Solilóquio

Abandono

A partida como possibilidade

Conchas

Poema do desencanto

Bola de sabão

Desordenado surrealismo

Girassol

Vida em si

Maçã

Um poema para mim

Sussurros da noite

Momento de idílio

Manhã de ventos vazios

Pedra no céu

Prenhes cavalos-marinhos

Galope da liberdade

Dormências híbridas e viúvas

Ausência

Paralelos

Ícones

Camisa branca

Soneto mandrião

Grito sem carnaval

Silhueta

Palavras que a boca não diz

Força e festa, salmoura e raça

Mil sóis sob os lençóis

Miragem

Mentira menos falsa

Até que os vazios escureçam

Quarto crescente

Quando fores idosa

Pedaço de mim

Perfume das tangerinas

Visitante

Procuras

O poema no tempo

Pouco mais que nada

Incessível

De vez em quando desligo

Para sempre

Sonho em mim

Não brilhasse a hora

Deslumbramento

A menina do vestido rosa

Outra flor no cio

Toma-me  

Desalento

Algas e sargaços

Adormecido no caos

Melaço da maçã Galope endoidecido

Quem és tu, palavra?

Fome de chão Efêmero

Já é quase dia

Dêem-me as palavras Vento dentre morno e frio

Instantes voláteis, nada mais

Desilusão II Se fosse comprável

Demora sem sentido

Quarto de aluguel Corda bamba

Amo-te

Pronto para o teu regresso Semblantes alagados

Tempo guardado

Despedida no vazio Divergência

Casas abandonadas

O grito marinho Parênteses

Mãos

Queria esquecer-te Feitiçaria e vinho branco

Gosto!

Por que não te foste? Foi no começo de julho

Mundo diferente

Acordo quebrado Amáveis demais

Fogo e água

Antes do desabraço Por este leito de água

Palavras, único valor

Intenção da travessia Calado

Mas, sobretudo, grita

Gavetas Sonhos

A mesma fome

Olhos nos olhos Prece

A sombra da dor pesa mais

Mãos quase vazias Caneta poética

Como se fosse sexo

Vôo prateado Tato

Pretérito imperfeito

Contragosto Palavras nuas

Silêncio

Masturbação II Pestífero juízo

Insanidade preferível

Dunas dos teus seios